Programa de arrendamento acessível de Matosinhos espera celebrar 500 contratos nos próximos 5 anos

Matosinhos: Casa Acessível é o tema da próxima webinar do ciclo de debates Matosinhos à Conversa, dia 18 de novembro, às 21h00, promovido pela Câmara Municipal de Matosinhos, e que contará com a participação da secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves.

A conversa, moderada pela jornalista do Público Luisa Pinto, pretende lançar a discussão e reflexão em torno do Programa Municipal Matosinhos: Casa Acessível, que tem como objetivo captar para o mercado de arrendamento a custos acessíveis fogos privados, até agora indisponíveis.

O debate, que arranca dia 18 de novembro, às 21h00 e que será transmitido em direto através do Facebook da autarquia, terá ainda presença da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e de Artur Costa, consultor da Estratégia Local de Habitação.

O objetivo deste programa, que deve arrancar nas próximas semanas, é apoiar a classe média e os jovens no acesso à habitação, prevendo-se que o município arrende imóveis habitacionais, de diferentes tipologias e em diferentes freguesias do concelho, e que posteriormente os subarrende às famílias a preços acessíveis, sendo que será a autarquia a assegurar a relação contratual e financeira com o senhorio e com o subarrendatário.

“A Câmara Municipal de Matosinhos entende que as políticas municipais de habitação devem contribuir para responder ao agravamento de situações de carência, mas também para criar condições de acesso à habitação que permitam fixar a população residente e atrair muitos dos que, nos últimos anos, não encontraram habitação em mercado de arrendamento no concelho de Matosinhos. É evidente a crescente dificuldade, sobretudo dos mais jovens, no acesso a um mercado habitacional que vá ao encontro das suas necessidades e expectativas, obrigando-os em grande medida a procurar resposta fora do concelho”, refere Luisa Salgueiro.

Assim, a expectativa é que, até 2025, sejam celebrados 500 contratos de arrendamento, sendo que, sustenta a autarca, “o esforço financeiro da autarquia com este programa, suportando a diferença de valor entre a renda paga aos senhorios e recebida dos subarrendatários, será sempre moderado e largamente compensado pelos benefícios sociais e pela regulação do mercado que permitirá”.