“A ELH [Estratégia Local de Habitação] de Matosinhos não só prevê novas soluções de habitação, nomeadamente o acesso a fogos para arrendamento acessível para a classe média, residências partilhadas para o público jovem (estudantes/trabalhadores) e sénior, com serviços complementares, não excluindo a manutenção dos incentivos à reabilitação urbana e o investimento na regeneração física e social por via de uma visão policêntrica do território, como procura quantificar as necessidades e dificuldades no acesso ao mercado”, sustenta a informação prestada hoje na reunião privada do executivo municipal.

Esta estratégia configura um instrumento estratégico de intervenção territorial e não um conjunto de políticas avulsas para responder a necessidades casuísticas e fragmentadas, sustenta.

O executivo adiantou ter sido criada uma comissão executiva para acompanhar, monitorizar e avaliar os trabalhos desenvolvidos e a desenvolver, constituída por membros da Câmara Municipal de Matosinhos, MatosinhosHabit, uniões de freguesia, centro de emprego e representantes da sociedade civil.

“Esta comissão executiva definiu previamente os objetivos, a metodologia de trabalho e os produtos a alcançar, prevendo contar com a assessoria de uma empresa de consultoria, especializada em questões de planeamento estratégico e política de habitação, para desenvolvimento do diagnóstico, estratégia, plano de ação e plano de monitorização”, refere.

Esta estratégia de habitação passa por identificar e caracterizar situações de carência e de dificuldade de acesso habitacional, bem como o parque habitacional e a oferta de habitação de promoção pública e privada e necessidades de intervenção, explica a autarquia.

No âmbito desta iniciativa vai ser delineada uma estratégia com uma visão partilhada pelos vários atores locais envolvidos, objetivos e prioridades estratégicas, resultados esperados e metas quantificadas, um plano de ação, eixos de intervenção, definição e priorização de medidas, identificação das entidades públicas ou privadas a envolver e programa global de execução e financiamento.

A elaboração do plano de monitorização estratégica e operacional passa pela definição do sistema de indicadores de execução e resultado, fórmulas de cálculo e periodicidade, procedimentos de recolha e registo de dados, entidades envolvidas na monitorização do Plano de Ação; instrumentos para o acompanhamento das famílias e pessoas beneficiadas, após a concessão do apoio e instrumentos de reporte e divulgação dos resultados.”

fonte: TSF – Rádio Notícias