A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Matosinhos, que começa a ser discutida na terça-feira, tem como foco a qualificação ambiental e urbanística, indução económica, governança e acessibilidades.

“Trata-se de um plano integrado e partilhado onde se reuniram e se conjugaram os contributos de todos os serviços no município e os programas com expressão territorial”. – Refere o documento

No eixo da qualificação ambiental, o PDM insiste na valorização dos recursos naturais e a paisagem, na proteção e rentabilização do ambiente e da paisagem rural de modo sustentável, assim como na promoção do equilíbrio ecológico em ambiente urbano.

Na vertente da indução económica os objetivos assentam na promoção dos setores de atividades económica com recurso à produção científica e tecnológica, reforço da coesão territorial das áreas de atividade económica e promoção da diversidade e complementaridade das áreas de atividade económica.

“É uma aposta centrada na captação de novos polos comerciais/industriais para o concelho”, sustenta o documento.

Em matéria de qualificação urbanística, o plano pretende qualificar os ambientes urbanos, favorecer a diversificação e complementaridade funcional e promover a coesão do espaço urbano.

A proposta adianta que os propósitos são a “qualidade e coerência” ao ambiente urbano, a sua integridade para um bem-estar urbano onde se corrige as deficiências com a introdução de novos elementos qualificadores.

Melhorar as condições de acessibilidade e reequilibrar as oportunidades de deslocação pelos diversos modos, dotar a hierarquia viária de inteligibilidade para estruturação do território nas suas variadas vertentes e aumentar a facilidade de deslocação por modos ativos e transporte público são os objetivos traçados na área das acessibilidades e recuperação funcional.

Nesta matéria, o PDM propõe a requalificação da rede viária que deve contribuir para uma mobilidade “mais inclusiva”.

Já na governança, o documento destaca a promoção da construção coletiva do território, da participação de entidades públicas e privadas e de políticas municipais de desenvolvimento territorial, num âmbito regional, nacional e internacional.

Neste setor, a abordagem assenta na participação como instrumento orientador para as políticas municipais no contexto de desenvolvimento territorial.

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Fonte: Diário de Notícias